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[ Marcos Novaes analisa positivamente os novos limites para compra de imóveis com recursos do FGTS ]

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25-11-2016

Em matéria publicada pelo Jornal diário do Nordeste nesta sexta feira, 25/11, Marcos Novaes analisou positivamente as medidas adotadas pelo Governo Federal e pelos bancos, como por exemplo a Caixa Econômica, que ampliam o valor máximo dos empreendimentos que podem ser financiadas pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Confira a matéria na íntegra:

Os mutuários que comprarem imóveis novos e usados financiados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ganharam um incentivo. O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou ontem (24) o valor máximo dos empreendimentos que podem ser financiadas pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que cobra juros menores que os demais financiamentos de mercado.

Com a mudança, o teto de financiamento subiu de R$ 650 mil para R$ 800 mil na maior parte do país. No Distrito Federal, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo, o limite passou de R$ 750 mil para R$ 950 mil. A última vez em que esses limites tinham sido alterados foi em setembro de 2013.

Os novos limites valem a partir de hoje. Concedidos com recursos do FGTS, os financiamentos do SFH cobram juros de até 12% ao ano. Acima desses valores, valem as normas do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com taxas mais altas e definidas livremente pelo mercado.

Recuperação do mercado

Para o presidente do Sindicato das Construtoras do Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro, as medidas adotadas pelo Governo Federal e pelos bancos, como por exemplo a Caixa Econômica, têm sido interessantes para o mercado imobiliário, pois demonstram que existem recursos para o financiamento de imóveis. “É uma reforma e ajuda a recuperar as vendas. É um sinal positivo”, acredita.
O cliente está tendo mais oferta, o juros está menor e as taxas de financiamento melhores. “O consumidor tem vantagens”, ressalta Montenegro, que não acredita que neste momento os valores dos imóveis aumentem. “O mercado tem estoque e o cliente precisa aproveitar este momento”, considera.

O sócio-diretor da Novaes Engenharia, Marcos Novaes, também analisa a iniciativa como positiva para o setor. “Isso é muito bom. Toda medida que o governo fizer para melhorar e ajudar o mercado imobiliário é válida. Além de vir ao encontro da necessidade atual”, de
clara.

Novaes destaca que como novo valor os imóveis alcançam taxas melhores de financiamento, mas para um reaquecimento ainda falta um conjunto de fatores políticos e econômicos. “As notícias estão vindo positivas. Em 2017, já será possível uma performance melhor que este ano, porém vai ser de forma gradativa”, sinaliza.

Sobre a possibilidade de elevação dos preços neste momento, considera não ser possível, porque o crescimento acontecerá de forma natural quando houver a lei de oferta e procura. Os imóveis permanecem sendo corrigidos apenas pela inflação.

Amortização

Além de ampliar os limites de financiamento, o Conselho Monetário determinou que todos os novos contratos do SFH tenham algum grau de amortização em todas as parcelas. A mudança assegura que o saldo devedor caia o tempo todo e proíbe financiamentos com amortizações negativas, quando, no início dos financiamentos, o mutuário vê o saldo devedor subir e só começa a amortizar a dívida mais tarde.

“A medida vinha sendo estudada há algum tempo pelo Banco Central e tem um caráter de prudência para os dois lados, porque diminui o risco dos financiamentos para os bancos e para o cliente”, disse a chefe do Departamento de Regulação do Banco Central, Sílvia Marques.

A regra valerá a partir de 2017. As operações aprovadas até 31 de janeiro do próximo ano poderão ser finalizadas até 31 de março do ano que vem ainda sem a obrigatoriedade de amortização nas parcelas. A mudança não afeta o sistema de amortização constante, em que o mutuário abate parte do saldo devedor todos os meses, começando a pagar prestações mais caras, que diminuem de valor ao longo dos meses.

No sistema price, com prestações constantes, as modalidades com amortização negativa serão proibidas. “Todas as parcelas, desde a primeira, deverão ter alguma amortização que permita reduzir o saldo devedor desde o início do financiamento”, explicou Sílvia.

Fonte: Diário do Nordeste (25/11/2016)