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Só a Novaes vai até o Vale do Silício trazer inovações para seus clientes. Confira a matéria do jornal O Povo.

Publicado em 17-03-2018

Ideias de ponta

Marcos Novaes, da Novaes Engenharia, projeta quadro de inovação na construção civil

O Vale do Silício vai receber expertise de construção civil cearense. No fim do próximo mês de agosto, a Novaes Engenharia, que atua há seis anos no mercado cearense, agora integra a Rede Construção Digital e vai participar de convenção na Califórnia. Única do Ceará a integrar o projeto conduzido pela empresa de tecnologia CTE/EnRedes, conforme o sócio diretor Marcos Novaes, a construtora conquistou visibilidade pela utilização de uma ferramenta de co-criação para os seus empreendimentos. O modelo foi detalhado no programa Mercado Imobiliário, da Rádio O POVO/CBN, apresentado por Jocélio Leal.  

A ferramenta de co-criação se chama Open Innovation e permite aos clientes em potencial, ou não, sugerir melhorias, tais como tomadas USB nos cômodos e até uma tirolesa entre dois prédios - uma das ideias pitorescas relatadas por Marcos Novaes. Desde a inauguração da construtora, em 2012, foram lançados cinco empreendimentos, sendo que dois já foram entregues. Mais três devem ser anunciados em 2019 e 2020, segundo a previsão do sócio diretor que comanda a Novaes Engenharia com Rodrigo Freire, diretor comercial.

Um dos planos de Marcos Novaes é converter, nos próximos dois anos, o ticket médio atual de R$ 680 mil para R$ 500 mil. “Nossa trajetória é a palma de uma mão, nosso voo cruzeiro da Novaes Engenharia. A gente não quer ser a maior construtora nem do bairro nem de Fortaleza, do Ceará, a gente quer ser a melhor construtora do Brasil”. 

O POVO: O que é o Open Innovation, modelo no qual a Novaes Engenharia é pioneira em relação a aplicação na construção civil?

Marcos Novaes: Open Innovation foi uma ferramenta que a Apple e a Fiat desenvolveram para melhorar seus produtos, principalmente os produtos inovadores para que a sociedade participasse num projeto de co-criação, ou seja, as pessoas debaterem o que é que esse produto ou aquela ideia pode ser melhorado. Então, foi daí que a Fiat lançou o câmbio automático no Brasil para carros de classe média, que até então tinha o March. Foi daí que a Apple desenvolveu tudo que um iPhone, ou seja, um telefone poderia fazer além de ligar e desligar as ligações. E a gente trouxe essa ferramenta para a construção civil, perguntando à sociedade, dizendo que nós tínhamos um terreno e poderíamos produzir apartamentos com uma determinada faixa de área de metro quadrado, e o que que eles queriam para dentro do apartamento e para dentro do empreendimento. Daí surgiu o Open Innovation dentro da Novaes Engenharia, hoje tem mais de 5.500 ideias cadastradas, mais de 100 ideias utilizadas, e o cliente além de participar com as ideias concorre aos prêmios das três melhores ideias de cada empreendimento e vindo para o ranking, o primeiro lugar ganha o Mac Air e os outros dois um iPad. Essa tratativa faz com que a gente desenvolva produtos inovadores, já em sintonia com uma possível demanda de mercado. OP: Quanto tempo demorou a pesquisa para a implementação dessa ferramenta?  

Marcos: É uma ideia que carece de certo estudo acadêmico, porque são ferramentas novas, isso a gente desenvolveu, tem que ter um software interligado à internet para poder apurar todos esses dados, a coleta de dados, mas o software é uma ferramenta. Antes da ferramenta veio uma estratégia de desenvolvimento, o entendimento do que seria essa ferramenta tecnológica ligado ao sistema Toyota de produção, que é nossa filosofia de produção, e isso desenvolvemos em mais ou menos um ano, o projeto todo. Após desenvolvido, são pequenas melhorias que a gente faz. Já está no ar há quatro anos, lançou três empreendimentos da Novaes e tem uma trilha grande pela frente. 

OP: Desses dois últimos, quais inovações já podem ser citadas por meio do sistema Open? 

Marcos: Tomada USB em todos os apartamentos, para você carregar o celular independente de ter o carregador, basta ter o fio, os ambientes para pet são extremamente detalhados, exatamente porque a maioria do público quer que o apartamento seja pet friendly. Muita área de co-living, outra tendência mundial, começou agora em São Paulo e a Novaes também está acompanhando esse embalo. São espaços em que as pessoas convivem juntas para ter maior interação e para sair um pouquinho desse mundo virtual. Os espaços de co-living envolvem um pub, uma academia no prédio, uma sala de estudos, o home-office, uma lavanderia, o pet. Então, tudo que dá, envolve uma ferramentaria para você trocar uma ideia. Envolve o bike-friendly, que é um espaço de bicicletas compartilhadas, ou seja, tudo que possa dar uma coabitação a Novaes está trabalhando como sendo a nova tendência. OP: Vocês irão ao Vale do Silício em um projeto da CTE, relacionado à tecnologia. Como ele funciona? 

Marcos: O projeto se chama construção digital, é um projeto sendo conduzido por uma empresa de tecnologia chamada CTE, a liderança é do Roberto Souza, que é o presidente dessa instituição. Ela compete 30 empresas, oito dessas são construtoras, outras são prestadoras de serviços, outras são desenvolvedoras de softwares. São empresas que vão fazer um intercâmbio com o Vale do Silício, com visitas a Uber, a Google e a Apple, para que tudo que tenha no mundo digital possa ser incorporado na construção civil. É um projeto inédito, inclusive na América Latina, nós somos a única construtora fora do eixo Rio-São Paulo que está participando, e a participação é direta pelo sócio da construtora, a gente não delegou a ninguém. OP: Vocês atribuem a que tipo de forma de inovação essa inclusão em um projeto desse porte? 

Marcos: O convite da Novaes participar desse projeto trouxe até uma surpresa positiva para nós mesmos, mas é muito clara a percepção de fora de uma empresa que investe em inovação, de uma empresa que surgiu na dita crise e hoje é líder de vendas no Ceará. Nós entregamos em cada empreendimento no mínimo 30 itens não previstos em contrato. Quer dizer, o cliente que recebe mais do que pagou, 30 upgrades, são exatamente essas inovações que a gente coloca durante o curso do projeto. Isso criou muita curiosidade, a gente está a cada dois meses dando uma palestra fora do Ceará para dizer exatamente como é que uma empresa pode se portar no mercado, uma empresa de médio e pequeno porte, com muita pesquisa, muita tecnologia, construir muito bem, agora isso tudo com muita transpiração. Para isso tudo acontecer, a proposta dos sócios diretores têm que ser uma proposta de qualidade de vida ligada a construção civil. Você tem que focar a construtora como sendo a sua família, uma extensão, e trabalhar domingo a domingo nesse processo.

"Nós trabalhamos com a classe média que a gente acredita que move a economia"

OP: Como é que se consegue diferenciação em um mercado que às vezes parece tão parecido, e o apartamento parece tão igual até no seu desenho, na sua concepção? 

Marcos: Parece simplório, mas carece de alguns estudos, de aprimoramentos para você procurar uma diferenciação dentro de uma escala de preço razoável. O cliente do mercado imobiliário, tal qual o cliente do ramo automotivo, que é o paralelo mais próximo que se faz da construção civil pela aquisição do bem, pelo valor do bem, ele tem a vontade de ter sempre um equipamento melhor, com mais tecnologia, mais diferenciação, mas ele fica restrito às vezes a uma questão orçamentária. A proposta da Novaes é exatamente esta, atuar para classe média, nós não atuamos para projetos da base da pirâmide Minha Casa, Minha Vida, porque achamos um pouco confusa essa relação com o poder público. Nem o topo da pirâmide, imóveis além de 200, 250 m². Nós trabalhamos com a classe média que a gente acredita que move a economia e que a gente se identifica mais.  

OP: Qual o tamanho médio para a classe média? 

Marcos: Nós temos produtos que vão de 50 m² a 126m² e, nessa classe média, a gente procura dar uma diferenciação. Apartamentos que a gente conota como triple way, ou seja, dar o máximo de conforto e tecnologia para esses apartamentos. Nossa grande inovação ainda são os skys, ou seja, as áreas de cobertura do prédio são totalmente voltada para o lazer. No topo do prédio, a área mais valorizada que seria o último andar, nós não construímos apartamentos, por vezes perdemos dez apartamentos abaixo do índice permitido, abaixo de uma tabela de venda para construir uma área que possui um pub, uma jacuzzi ou possui um salão gourmet, pertence um deck externo, com investimento muito alto em acústica térmica e decoração, que caracteriza hoje os empreendimentos da Novaes como os (que têm) melhores pubs de Fortaleza, respeitando aí todas as casas que tem da gastronomia, mas que nós não deixamos nada a desejar, inclusive duma chopeira, com serpentina de 13 metros, com uma acústica de som que garante aí você colocar mais de 100 decibéis o som interno e embaixo ninguém sentir. Jogar sinuca e a bola e sinuca cair no chão e não ter prejuízo para quem mora embaixo. Isso tem muita tecnologia, a gente viu num hotel em Dubai em 2013, que a área de lazer era toda na cobertura e pensamos por que não levar isso para moradia. Então, essas e outras inovações que a Novaes se pontuou no mercado e hoje se consolidou como uma marca que atende esses clientes sempre trabalhando com poucos produtos.  

ADOÇÃO DE RUA

A Novaes Engenharia tem projeto de adoção da rua Desembargador Gonzaga em andamento, segundo Marco Novaes. “A Novaes Engenharia vai fazer 140m de rua todo em bloquete, sem um fio por cima, toda fiação por fora, calçadas largas, com lojas embaixo, exatamente dando um conceito de Brasília, Rio de Janeiro”.  

VALE DO SILÍCIO  

Construção Digital, do qual a Novaes faz parte, possibilitará intercâmbio de possibilidade tecnológicas. “Esse projeto vai possibilitar a Novaes a levar todas essas ideias, o que nos cadastrou foi exatamente esse conjunto de inovações. A gente não tem nem porte nem uma localização digamos geográfica para ser convidada para entrar num projeto desses, mas nossas ideias são de ponta, como são os construtores de São Paulo e como são os da Califórnia, que nós vamos visitar”, acredita Marcos. 

 

Confira aqui a matéria completa no O Povo

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